Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre, RS

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Palavra do Pároco › 06/08/2019

“De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se vier a arruinar sua vida, perder a sua alma?” (Lc 9,25)

“De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se vier a arruinar sua vida, perder a sua alma?” (Lc 9,25)

Com essas palavras do Evangelho, quero cumprimentar a você, devoto, paroquiano de Nossa Senhora da Conceição.

Foram as palavras acima que Sto. Inácio de Loyola utilizou para desconsertar o coração do jovem Francisco Xavier. Este era tido como a mais “fina flor” (expressão da época que significava o mais brilhante) da Universidade de Paris, era absolutamente bom em tudo: estudos, oratória, teatro, esportes. Xavier era dotado de um grande ímpeto de fazer a vida valer a pena. Seus olhos sempre transmitiam entusiasmo e apontavam para a conquista de ideais cada vez mais elevados. Herdeiro de uma poderosa família, ainda hoje temos o castelo dos Xavier na Espanha, dotado de dons e talentos, tinha diante de si um futuro promissor. As palavras de Inácio de Loyola, seu colega de quarto na universidade, provocaram uma mudança de rumo, de direção no coração de Francisco. O coração do jovem inflamou-se do amor de Deus e o Senhor utilizou-se de todas as potencialidades dele para torná-lo o maior missionário de todos os tempos, empregou toda a sua potencialidade, da Europa foi à Índia, ao Japão e morreu às portas da China. Entrou para a história e nos deixou um legado memorável. Tudo o que Xavier se tornou, em parte, foi graças ao que ele era na sua juventude. E tudo isso começou com uma conversa entre colegas de quarto e com uma frase disparada à queima roupa. Em outras palavras, o que é preciso para fazer a vida valer a pena? Para dar sentido às várias atividades do nosso dia a dia? A vida se resume em trabalhar, comer e dormir? Não, o homem e a mulher foram feitos para coisas maiores, mais altas, mais profundas. É preciso descobrir o horizonte que atrai o nosso olhar e movimenta os nossos pés.

A esse horizonte nós chamamos vocação. É um chamado que Deus nos faz. Descobrir a nossa vocação e viver de acordo com ela, desenvolvendo os dons e os talentos dados por Deus é a tarefa mais sublime do ser humano. Na busca e no viver da vocação encontramos o nosso lugar no mundo e na vida, lugar esse que é único, só nosso, pois a maneira de vivê-lo é exclusivamente original. Através deste estilo de vida nós deixamos nossas marcas na história e podemos construir um legado para a posteridade.

 

A que Deus me chamou? O que fazer com a vida? Quais são os dons e os talentos que são reconhecíveis em mim? A partir destas perguntas, e da oração, poderemos descobrir que tipo de pai, mãe, religioso, sacerdote e profissional me tornarei. O estado de vida (solteiro, casado, religioso) é a plataforma sobre a qual construo minha história e a profissão é a aplicação dos dons que me foram dados: como solteiro posso ser médico, mas como casado também, e como religiosa também. A profissão precisa estar em sintonia com meus dons (uma pessoa com medo de altura dificilmente conseguirá ser um piloto de avião, ou alguém com dificuldades em matemática um bom engenheiro, ou um médico que desmaia vendo sangue). Uma vez que tenhamos descoberto a vocação: conjugação entre estado de vida e profissão, poderemos dizer como o jovem Samuel: “Eis me aqui Senhor”. Os antigos diziam: “Vocação acertada é igual a vida feliz, o contrário é óbvio”.
Neste mês de agosto, rezemos pela nossa gurizada, para que tenha a sabedoria e o discernimento para escutar o próprio coração e dentro dele descobrir para onde caminhar

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