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Artigos › 21/01/2021

Vocação: uma oração para ouvir e cumprir o chamado do Senhor

Todos nós somos pessoalmente chamados por Deus para algo único. No entanto, para ouvir este apelo, é preciso rezar e colocar-se no que São Francisco de Sales e Santo Inácio de Loyola chamam de “a indiferença”

reprodução web

Todo mundo tem uma vocação? A resposta é “sim”, mas é preciso distinguir o nível de envolvimento e de entrega. O primeiro nível diz respeito à nossa vocação de batizados. Como tal, somos todos chamados à santidade. Fomos criados para a felicidade, para a bem-aventurança, isto é, para a comunhão com Deus. Qualquer que seja o nosso estado de vida ou situação atual, somos chamados a amar como Cristo nos amou. Responder a este apelo original não é opcional: é a nossa vocação de batizados, a nossa alegria e a nossa salvação!

O segundo nível diz respeito à vocação como projeto de Deus para nossa vida. É aqui que entra a misteriosa e bela colaboração entre a iniciativa divina e a liberdade humana. Lembremo-nos do jovem rico olhado com tanto amor por Jesus: “Se quereis ser perfeito…”. Cada chamado de Deus – porque há uma chamado – é precedida por este “se”, que respeita plenamente a liberdade de cada um. No entanto, para ouvir este chamado de Deus, é necessário colocar-se no que São Francisco de Sales e Santo Inácio de Loyola chamaram de “indiferença”.

 

Oração para recitar a fim de cumprir a vontade de Deus

Essa “indiferença” é uma firme determinação de cumprir a vontade do Senhor contra todas as probabilidades. Consiste em orar da seguinte forma:

Seja no matrimônio ou na vida consagrada,
Aqui ou em outro lugar, não importa, Senhor! O que importa és tu!
Eu sei que minha felicidade não depende do meu estado de vida
ou o que farei, mas quão perto de ti eu estarei!
Procuro apenas uma coisa: estar disponível para Te servir,
pois só tu podes preencher os desejos mais profundos da minha alma.
Inácio de Loyola explica que se escolhemos um estilo de vida sem antes termos experimentado este processo de “indiferença”, devemos perseverar em ser fiéis à escolha que fizemos. No entanto, ele esclarece: “Muitas pessoas se enganam ao tomar uma decisão semelhante por uma vocação divina: pois a vocação divina é sempre pura, sem misturar inclinações da carne e dos sentidos, nem qualquer outro afeto desordenado”.

Em outras palavras, Santo Inácio destaca que as opções de vida, embora sejam boas, não podem ser chamadas de “vocação divina”. Com efeito, se uma pessoa segue o seu próprio movimento sem este trabalho interior preliminar de “santa indiferença”, a sua vida será uma escolha pessoal, mas não propriamente dita uma “vocação”. Dito isso, obviamente é possível santificar-se nessa vida!

 

Esteja aberto ao presente e ao real

Depois, basta ouvir a indicação da vontade de Deus, uma vez que esta “santa indiferença” tenha sido adquirida como resultado da purificação dos sentidos. Neste ponto não devemos envolver nossa imaginação! É aconselhável manter uma abertura pacífica e simples ao presente e ao real: um encontro, um acontecimento, uma leitura, acompanhados de um movimento interior, e este é o início de um caminho “vocacional” no sentido amplo do termo, que sempre merecerá ser discernido com a ajuda de um guia espiritual.

Fonte: Aleteia

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